Sobre “meter a mãe no lugar” O moranguito estava chatito. Não parava de choramingar, não se contentava com nada, não me deixava fazer nada. Tentei por várias vezes distraí-lo, mas ele queria voltar sempre para o meu colo. Nisto, agarrei nele, sentei-o na cama e disse Eu – Ai que miúdo irritante! L – Então se ele é irritante, porque é que quiseste ter mais um bébé. …
Estratégias para gerir um amontoado #2 – os banhos
13 Abril, 2016Gostava que este artigo fosse sobre como sobreviver a ir a banhos ou a longos banhos numa praia paradisíaca. Mas não. É sobre estratégias para gerir um amontoado na hora do banho. Ponto 1: não dou banho todos os dias. Vá, no Verão, talvez sim. Agora e no Inverno, não dou. Lavo caras, mãos, pescoços, sovacos, pés, rabinhos e respectivas partes íntimas. No bidé. Cabelo e banho inteiro,…
No dia em que este blog fez dois anos, não escrevi nenhum artigo. O blog nesse dia não teve visitas, não teve comentários, não teve interacção. Tinha planeado escrever, escrever muito. Porque dois anos de um blog não são quinze dias, há muita coisa escrita e dita, muita coisa partilhada e mostrada. E nesse dia, o blog esteve parado, porque o meu moranguito tinha sido diagnosticado no dia…
Sobre o politicamente correcto Em casa, a cerejinha L já me tinha perguntado se os cegos eram pessoas que não tinham olhos. Eu respondi que são pessoas que, apesar de terem olhos, não conseguem ver, que já nasceram assim, ou tiveram um acidente ou ficaram doentes e deixaram de ver. Na escola andavam a falar da escrita Braille. E até tiveram a presença de “um senhor cego” para…
A minha amiga C publicou há tempos esta lista de perguntas e respectivas respostas das duas filhas. Várias amigas adoraram o artigo e comprometeram-se a fazê-las aos filhos. Cá estão as minhas. A cerejinha J respondeu na sala de espera do pediátrico, porque estava a apanhar seca enquanto esperávamos a nossa vez para a doutoura ver os ouvidos da mana que estava a dormir no meu colo. A…
Sobre morrer Aquele tema que um dia sabes vir a fazer parte das perguntas das tuas crias, sobre morrer e vais pensando como irás fazer. E chega o dia e engasgas-te e nem sabes bem como responder. A cerejinha J tem falado muito em morrer. Parece que é normal por volta dos quatro anos. Eu não estou deveras preparada. Mesmo. Da primeira vez percebi que ela ainda não sabia…
L – Mamã, como é que se chamam estas bolachas? Eu – Oreo. L – Oréo? Eu – Sim. (alguns segundos depois) L – Como o senhor diz naquele anúncio? Eu – Qual anúncio? L – Aquele que tu gostas, o do café. (espaço para adivinharem a que se refere a cerejinha L)…
Das irmãs: Num destes dias, chegaram a casa ao mesmo tempo que o vizinho, um ano e meio mais novo. Levavam as duas um brinquedo que a tia Manela lhes tinha dado. O miúdo pediu para ver, a cerejinha J emprestou, ele viu e depois fugiu com o brinquedo. A cerejinha J desatou a chorar muito alto “a minha Joaninhaaaaaa!”, parada a apontar com o dedo. A cerejinha…
Da cerejinha J: J – Mamã vai ali uma senhora do teu trabalho, que é que ela está aqui a fazer ao pé da minha escola? Sempre que vê alguém trajado diz que é do meu trabalho. Adoro estas associações. J – Mamã, não comas guloseimas de noite, olha que ficas com outro bébé na barriga. Guloseimas não como; agora bolachas…ui, ui. Da cerejinha L: L…
As cerejinhas são cerejinhas desde o dia em que soube que eram duas meninas. Sou da terra das cerejas, adoro-as e como as cerejas vêm sempre aos pares, achei que tendo a felicidade de ir ser mãe de gémeas, só lhes podia chamar as minhas cerejinhas. Eu própria fui sendo chamada por algumas pessoas de cerejinha. Tudo apontava para isso. O pai foi logo apelidado por mim de…